Fonte: Diário do Nordeste / CE

As vendas de consórcios de imóveis deverão ganhar fôlego em 2010 no País. Em janeiro, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve aprovar o uso do fundo em consórcios de imóveis.

Sem considerar esse incentivo, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), já prevê um crescimento entre 8% e 10% no número de consorciados de imóveis no próximo ano.

Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 12.058, que garante ao consorciado o direito de movimentar os recursos de sua conta no FGTS nos mesmos moldes dos mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

O Conselho Curador do FGTS ainda precisa dar o seu aval para esta medida.

Hoje o FGTS só pode ser utilizado como complemento ao valor do crédito ou lance. Na avaliação da Abac, quando os recursos do fundo puderem ser utilizados na quitação, o produto ficará mais atraente, pois o consorciado terá melhores condições de pagamento.

A perspectiva do setor é que a venda de consórcios continue em alta mesmo com a melhora das condições de financiamento imobiliário decorrente da queda da taxa básica de juros Selic, e do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

Os custos do consórcio continuam menores que o do financiamento imobiliário, mas a diferença diminuiu com a redução da taxa de juros.

Poupança programada

O consórcio funciona como uma poupança programada para consumidores que não têm pressa para comprar o imóvel. Conforme a Abac, o sistema oferece menos exigências aos interessados do que os financiamentos imobiliários e o custo ao consumidor é menor.

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